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Por que exportar?
A globalização, entendida como um conjunto de forças em que se destacam os avanços nas telecomunicações, transportes e tecnologia, permitiu conectar e integrar as mais distintas regiões do mundo, possibilitando que informações sejam trocadas e que negócios possam ser efetuados instantânea e diariamente.
Essas complexas transformações tecnológicas e maximizadoras dos processos negociadores proveram ao mundo as bases materiais para transformação do comércio internacional em uma importante ferramenta para o desenvolvimento das empresas e dos países.
Nesse contexto, as empresas brasileiras devem analisar a internacionalização de seus negócios como a estratégia capaz de proporcionar múltiplos ganhos de desenvolvimento, tais como: a diversificação de mercados, aumento da produtividade, fortalecimento da imagem, melhoria da qualidade e estabelecimento de parcerias, dentre inúmeros outros ganhos.
Com estas razões estratégicas à atividade exportadora, o comércio exterior adquirirá cada vez mais importância não só à economia brasileira (mediante o ingresso de divisas em moeda estrangeira e geração de emprego e renda), como também, e, principalmente, no crescimento e fortalecimento das empresas brasileiras fabricantes de bens de capital, tornando o Brasil um provedor internacionalmente reconhecido de máquinas e equipamentos.
1)Diversificação de Mercados
A empresa fabricante de máquinas e equipamentos que opta pela estratégia de ingressar na atividade exportadora destinará parte de sua produção para o mercado internacional. Esse direcionamento da produção para outros mercados é estratégico, pois possibilita a ampliação da base/carteira de clientes (portfólio) da empresa, o que implica correr menos riscos. Afinal, quanto maior o número de países e clientes estrangeiros conquistados, menor a dependência da empresa em relação às oscilações econômicas e às sazonalidades das demandas, diluindo assim seus riscos comerciais e financeiros.
2)Diminuição de Carga Tributária
Tendo em vista as grandes vantagens que a estratégia de exportação do setor de máquinas e equipamentos proporciona às empresas e ao país, o governo brasileiro, com objetivo de incrementar nossa base exportadora, inserindo o Brasil como provedor mundial de máquinas e equipamentos, permite que as empresas que exportam se utilizem dos Incentivos Fiscais – os quais geram, para exportação, uma diminuição dos tributos que são normalmente devidos em operações executadas no mercado interno.
Incentivos Fiscais são benefícios destinados a eliminar os tributos normalmente incidentes sobre os produtos nas operações de mercado interno, quando se tratar de uma operação de exportação. Assim, o produto nacional alcançará o mercado internacional com maior competitividade, compensando o recolhimento dos impostos internos, a saber:
IPI – Os produtos exportados não sofrem incidência do Imposto sobre Produto Industrializado;
ICMS – O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços não incide sobre operações de exportação;
COFINS – As receitas decorrentes da exportação, na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social são excluídas;
PIS – As receitas decorrentes da exportação são isentas da contribuição para o Programa de Integração Social;
IOF – As operações de câmbio vinculadas à exportação têm alíquota zero no Imposto sobre Operações Financeiras.
3)Aumento de Produtividade
Como a estratégia de exportação das empresas fabricantes de máquinas e equipamentos implica destinar produtos ao mercado externo, sua produção poderá aumentar numérica e qualitativamente. Pois, com o aumento da produção, obtido, inclusive, por meio da revisão dos processos produtivos, há a redução da capacidade ociosa existente na empresa.
Com a maior utilização da capacidade instalada, proporcionado pelo aumento da produção, é natural que se aumente, também, a capacidade de negociação (poder de barganha) da empresa para compra de matérias-primas. Com isso, o custo da fabricação tende a diminuir (economia de escala), tornando os preços mais competitivos, podendo aumentar, inclusive, a margem de lucro da empresa.
4)Fortalecimento de Imagem
Ao decidir pela estratégia de internacionalização dos negócios, começando pela exportação, as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos obtêm melhorias significativas, tanto interna – com o desenvolvimento de novos padrões gerenciais, novas tecnologias, novas formas de gestão, qualificação da mão-de-obra, agregação de valor à marca etc. – quanto externamente, com a melhoria da imagem frente a clientes, fornecedores e concorrentes.
Conseqüentemente, tornando-se uma exportadora, a imagem da empresa melhora!
Ao ingressarem seus produtos no mercado externo, a empresa e sua marca se tornam referência em relação à concorrência, passando a ser considerada e vista como uma empresa provedora de produtos de qualidade internacional.
Este processo de reconhecimento é facilmente percebido, pois, dadas as rígidas exigência do comércio internacional, a empresa que exporta, posicionando seu produto no mercado externo, é vista como uma empresa que se esforça em ser competitiva, buscando melhorias em seu processo produtivo, padrões internacionalmente reconhecidos de qualidade, além de seus funcionários passarem a sentir orgulho de trabalhar em uma empresa que exporta seus produtos, melhorando, inclusive, a imagem do país.
5)Melhoria da Qualidade
Adotando uma postura exportadora, as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos conquistam uma fantástica melhoria na qualidade de seus produtos.
A melhora significativa na qualidade dos processos produtivos, inclusive dos próprios produtos, tende a aumentar, ao se iniciar a atividade exportadora, tendo em vista a necessidade que a empresa possui de adaptar e aperfeiçoar o seu produto constantemente, dado o alto grau de exigência dos compradores estrangeiros (importadores), assim como do comércio internacional em geral.
Então, ao ingressar no mercado internacional, as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos geralmente desenvolvem ou adquirem tecnologias, devido a comercialização internacional exigir padrões, normas e procedimentos que demandam a adoção de novos processos de produção e controle.
A adoção desses processos e visão de qualidade, com o tempo, passam a ser incorporados e internalizados pelas empresas, tornando-se atividades rotineiras, desenvolvendo, e muito, a empresa como um todo.
Nesse contexto, as empresas exportadoras, ao adotarem programas de qualidade internacionalmente reconhecidos e a desenvolverem rigorosos testes em seus produtos, proporcionam ganhos expressivos de produtividade, evitam problemas com importadores (e até uma possível devolução do produto), ganham mercados e consolidam a marca “Made in Brazil” como fator de qualidade reconhecida no comércio internacional.
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